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domingo, 20 de fevereiro de 2011

REALISMO NO BRASIL - MACHADO DE ASSIS - RESUMOS DE DOM CASMURRO, MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS e QUINCAS BORBA

REALISMO NO BRASIL - MACHADO DE ASSIS - DOM CASMURRO, MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS E QUINCAS BORBA - Resumos e aula


MACHADO DE ASSIS E SUA TRÍADE MACHADIANA

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Quincas Borba
Dom Casmurro

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Dom Casmurro

Das Personagens:

Bentinho: Personagem principal, narrador em 1ª pessoa. Começa garoto e, com o desenrolar da história, torna-se um homem ciumento e “cabeçudo”. É um ótimo orador: seminarista e advogado.
Capitu: Musa de Bentinho. Foi sua vizinha, amiga e companheira de infância. É por ela que Bentinho não tem vontade de ir para o Seminário. Acaba sendo sua mulher. É bonita e tentadora.
Dona Glória: Mãe de Bentinho. Amorosa com o filho e temente a Deus.
Tio Cosme e Prima Justina: Parentes da mãe de Bentinho, que moraram na casa desta, servindo de companhia para a mesma.
José Dias: Agregado (apadrinhado) da família de Bentinho. Mesmo sem nenhum grau de parentesco, mora na casa destes. É uma companhia e uma espécie de empregado faz-tudo. É fiel e pedante (discursos vazios).
Escobar: Conhece Bentinho no seminário e torna-se seu melhor amigo. Depois de desistir do seminário, torna-se comerciante. Casa-se com a melhor amiga de Capitu: Sancha.
Ezequiel: Filho de Bentinho e Capitu. Nascido depois de muito tempo de tentativas de ter um filho. Leva esse nome em homenagem ao primeiro nome de Escobar.

Do Enredo:
O enredo trata-se de 3 áreas. Cada uma ligada diretamente na outra. Trata-se:
1. Bentinho em sua casa. Antes de ir para o seminário. Tendo encontros com Capitu. Tentando escapar da profissão de padre. Aqui o narrador tenta mostrar como Capitu já trazia características que a fariam traí-lo mais tarde.
2. Bentinho no seminário. Quando conhece Escobar. E faz visitas a sua casa todo fim de Semana.
3. Bentinho casado e um tempo depois da separação. É o clímax da narração. É quando se casa com Capitu, tem um filho, e começa ter a desconfiança que o filho não é dele, mas de seu melhor amigo, Escobar. Bentinho chega, inclusive, a tentar matar o próprio filho. Separa-se da mulher. Ela morre antes dele.

A terceira parte é repleta de dúvidas sobre a possível traição. Há elementos que apóiam a idéia e outros que vão contra. É quase impossível uma certeza. No entanto, cabe a cada um fazer seu julgamento.
O fundamental de ser notado é a maturidade e inteligência de Machado de Assis ao criar uma obra quase insolucionável.
Não podemos também esquecermo-nos de o narrador já está velho e rancoroso ao contar a história, tentando sempre guiar o leitor para o seu lado, e que Capitu já está morta e não pode se defender.

Enredo:
Linearmente, a história é a seguinte: Quando Bento Santiago nasceu, a mãe prometeu que o daria como padre à Igreja se ele crescesse saudável (ela havia perdido um outro filho, antes dele); o pai morreu em seguida e D. Glória criou o menino entre carinhos e mimos. Na casa, ficaram os adultos e seus problemas: a mãe viúva, ainda bonita, a prima Justina, o tio Cosme e n José Dias, um agregado, que tem as falas sempre marcadas por superlativos.
No início da adolescência, ainda em casa porque a mãe hesitava em mandá-lo para o seminário, Bentinho se apaixona pela vizinha Capitu, amigos que eram desde a infância. E Capitu se apaixona por ele.
Alertada por José Dias, D. Glória resolve mandar o filho ao seminário. Bentinho e Capitu são separados, então, para a grande tristeza de ambos. Mas no seminário, Bento Santiago conhece Escobar Ezequiel, que lá estava para estudar para o comércio, e este lhe sugere que fale com a mãe para pedir ao bispo uma troca: Bentinho deixaria o seminário e D. Glória pagaria a um menino pobre para estudar e ser padre.
E assim foi feito. Livre para o amor de Capitu, Bento vai para São Paulo estudar Direito e de lá volta formado. Casa-se com Capitu no mesmo dia que Escobar casa-se com Sancha, a dileta e querida amiga de Capitu.
Desde o início da narrativa, Bento Santiago encarrega-se de algo detestável: disseminar no leitor a desconfiança. Para tanto, conta episódios em que Capitu é vista como dissimulada (o beijo, o jogo do sério...). Cria, a cada capítulo e com genial maestria, a desconfiança do leitor que, por fim, há de lhe dar razão quanto à traição da mulher.
Casados, não tinham filhos. Sancha e Escobar têm uma menina que, em homenagem à amizade, recebe o nome de Capitolina.
Capitu engravida finalmente e nasce Ezequiel. É aí que começa a tormenta: para Bentinho, o menino se assemelhava, cada dia mais, ao amigo Escobar. Escobar, por sinal, morre afogado certo dia e Bentinho desconfia da atitude de Capitu.
Um dia, tomado pela obsessão do ciúme, resolve ir à cidade e comprar um veneno: quer matar-se. Mas também vai ao teatro e vê Othelo, de Shakespeare, drama que trata da tragédia que a desconfiança faz nas criaturas. Ao voltar, depois de oferecer numa xícara de café o veneno ao pequenino Ezequiel e arrepender-se na última hora, briga com Capitu que o surpreende a dizer a Ezequiel que não é o pai dele. E, por fim, vão Ezequiel e Capitu para a Suíça, num exílio imposto pelo marido desconfiado e infeliz.
Capitu morre na Europa; Ezequiel, já adulto, vem visitar o pai. Mas, ao voltar para as escavações no norte da África, morre de uma febre esquisita.


Memória Póstumas de Brás Cubas (inicia o Realismo no Brasil)

Narrado por um defunto, o romance apresenta a vida inútil e desperdiçada do anti-herói Brás Cubas. Utilizando recursos narrativos inusitados, Machado surpreende a cada página com sua ironia cortante e, acima de tudo, com a inteligência  que prende até o leitor mais desconfiado. Antecipando procedimentos modernistas e descobertas da psicanálise, esta obra ácida e irônica de Machado de Assis eleva a literatura brasileira a um patamar jamais antes atingido.

Na abertura do livro, uma dedicatória escrita sob a forma de um epitáfio anuncia o narrador desse romance inusitado: Brás Cubas, um defunto-autor que começa contando detalhes do seu funeral. Depois de algumas digressões, ele retoma a ordem cronológica dos acontecimentos, relatando a infância e a primeira paixão da adolescência, aos 17 anos, pela cortesã Marcela. Presenteia tanto a amada que o pai, irritado com o gasto excessivo, manda-o estudar Direito em Coimbra, Portugal.
Assim como foi, também volta a chamado do pai porque a mãe está à morte. Namora então Eugênia, a filha de uma amiga pobre da família, enquanto o pai procura arranjar um casamento de interesse com Virgília, a filha de um político, o Conselheiro Dutra. Ela, no entanto, casa-se com um político, Lobo Neves, e posteriormente se torna amante de Brás, mantendo com ele encontros na casa habitada por dona Plácida. Antes de o caso começar, morre o pai de Brás. Começa então um litígio entre ele e a irmã Sabina pela herança.
    Em meio a tudo isso, o protagonista Brás reencontra Quincas Borba, amigo dos tempos de escola, que lhe apresenta uma doutrina filosófica que criara, o Humanitismo. Virgília parte para o Norte, acompanhando o marido, nomeado presidente de província. Brás namora então a sobrinha do cunhado Cotrim, mas a garota morre aos 19 anos. Ele, que já se tornara deputado, fracassa na tentativa de virar ministro de Estado. Frustrado, funda um jornal de oposição. Percebe, então, que Quincas Borba está enlouquecendo progressivamente.
Procurado por Virgília, já idosa, Brás ampara dona Plácida, que morre pouco depois. É um período cheio de perdas e decepções: morrem Marcela, o louco Quincas Borba, Lobo Neves e Eugênia aparece em um cortiço. Ao tentar inventar um emplasto que lhe daria a fama tão desejada, Brás Cubas adoece e recebe a visita da ex-amante Virgília e do filho dela. Morre depois de um delírio, aos 64 anos. Decide, então, contar sua vida em detalhes, mas, pouco sistemático que é, e ainda excitado pela experiência da morte, sua narrativa segue a lógica do pensamento.
O caráter inovador de Memórias Póstumas de Brás Cubas não está na história propriamente dita ou na seqüência cronológica dos fatos. A melhor chave para compreender a obra são as reflexões do personagem, como elas se encadeiam e se misturam aos eventos que ele vive. O mundo dos personagens, o seu psicológico, é o que mais merece atenção e destaque nesta obra.


Quincas Borba

O romance conta a vida de Rubião, um pacato professor que se torna rico da noite para o dia ao receber uma herança deixada pelo filósofo Quincas Borba, criador de uma filosofia chamada Humanitismo. Rubião passa a viver na Corte do Rio de Janeiro, num ambiente a que não estava acostumado e que muito o deslumbra. Torna-se amigo de um casal, Palha e Sofia, em torno dos quais e do próprio Rubião gira todo o enredo do romance. Há também um cachorro, o Quincas Borba, que herdou o nome do filósofo, que fora seu dono, antes que ele passasse a pertencer a Rubião.
Rubião acaba sendo traído por Palha e Sofia, quando Palha faz uma proposta empolgante a Rubião em investir seu dinheiro na área de exportação. Rubião, empolgado com a esperança de multiplicar seu dinheiro, acaba caindo na armadilha de Palha e Sofia, que dizem a ele que outro negociador de "fora" passou-os para trás e ficou com o dinheiro do investimento.
Rubião morre pobre e solene. Já doente na sua cidade natal, deixa uma última frase. Em um momento de lucidez de sua morte, diz: "AO VENCEDOR , AS BATATAS". Muito resumidamente isto quer dizer, a quem venceu a guerra, que desfrute das batatas
O livro retrata muito bem o pessimismo e a falta de crença do autor na bondade humana.


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